sexta-feira, 17 de outubro de 2014

PARTE 3 - UM ACIDENTE E 7 VIDAS

Em 1985, eu estava com 8 anos, minha irmã mais velha com 10 e meu irmão com 4.
Morávamos em uma rua sossegada, próximo de tudo que se pode imaginar, na esquina tinha padaria, farmácia, papelaria, ponto de ônibus e em frente outro ponto de ônibus e um mercado.
Minha mãe, nos ensinou a ser "independentes" desde muito cedo, não sei se pra nos ensinar a lidar com a vida, ou pelas necessidades...
Neste ano, entre o mês de fevereiro/março, minha mãe precisou resolver algumas coisas e pediu que fossemos até o centro da cidade pagar umas contas.
Nós sempre íamos a todo lugar que ela pedia, na casa dos familiares, ao mercado, padaria, mesmo que tivéssemos de pegar trem ou ônibus. 
Naquela época não era tão perigoso andar nas ruas, ou talvez fosse, mas não como hoje em dia.
Meus pais saíram cedo aquele dia, fui a escola, voltei, minha irmã foi a escola e quando voltou fomos até o centro da cidade pagar as contas.
Pagamos as contas e quando estávamos voltando para casa, como de costume, passamos na Lojas Arapuã pra andar de escada rolante, meu irmãozinho quis usar o banheiro e o levamos.
* O que vou relatar agora, é uma informação que meus pais desconhecem, parte de uma "desobediência" e suas consequências. Meus pais sempre nos ensinaram que: quando fossemos a algum lugar, nunca desviarmos nosso caminho para ir para outro, porque se algo acontecesse eles não saberiam onde nos encontrar. (Eu particularmente sempre tive medo de tudo).
Quando saímos da Arapuã fomos para casa.
Minha irmã queria voltar para buscar um guarda chuva que tínhamos achado no banheiro da Arapuã, mas eu não deixei, disse que nossos pais poderiam achar ruim e brigar conosco.
Chegamos em casa, meus pais ainda não tinham voltado, minha irmã decidiu voltar na Arapuã pra buscar o guarda chuva e decidi ir junto, eu não poderia ficar, se meus pais voltassem e minha irmã não estivesse eles brigariam com ela e comigo.
Fomos pra Arapuã.
Não tinha mais o guarda chuva.
Voltamos pra casa.
Quando descemos do ônibus, minha irmã ia atravessar a rua, falei que esperasse o carro sair.
Estávamos em frente de casa, no ponto do mercado, fiquei com medo de atravessar a rua e ser atropelada pelo fusca, mas o inesperado aconteceu.
O fusca veio em nossa direção desgovernado, eu vi toda a cena...
Minha irmã foi jogada por cima do capo, desmaiou na hora, eu e meu irmão fomos prensados na parede do mercado e fomos sendo arrastados até o fusca conseguir parar, batendo no poste que com o impacto caiu sobre o carrinho de compra de uma vizinha nossa que estava saindo com sua sobrinha.
O carrinho estourou, um dos ferros do carrinho atravessou a barriga desta vizinha que acabou perdendo os bebês (ela estava grávida de 7 meses e eram gêmeos).
Uma outra parte do carrinho entrou na canela da Vaninha e ela precisou amputar o pé.
Não teve fragrante, o rapaz que estava dirigindo o fusca, fugiu na mesma hora.
Eu acho que em algum momento eu devo ter desmaiado.
Após ver tanto sangue e meus irmãos que não me respondiam e eu que não conseguia sentir minha perna e nem tinha forças para sair dali...
Enfim, quando dei por mim, estava em casa, rodeada de pessoas, com as pernas engessadas.
Minha irmã e meu irmão também estavam em casa, também machucados, com gesso e faixas por algumas partes do corpo...
Meus pais ainda não tinham chegado e já era de noite.

**Quem diria que "desviar" o caminho teria suas consequências?

Continuarei na próxima postagem...
Até aqui obrigada!

Não deixem de comentar se estão gostando das postagens... Abraços

terça-feira, 16 de setembro de 2014

PARTE 2 - BULLYING 

Como já relatei no capítulo 1, devido a uma infecção hospitalar, uma bactéria se alojou em meu sangue causando o acúmulo de líquidos que minavam naturalmente de minha cabeça, (não sei explicar ao certo nomes) porém este líquido era fétido, minha cabeça coçava muito, a ponto de criar feridas cascudas que fazia com que piorasse o odor, eu tinha dores insuportáveis na cabeça, gritava e chorava o tempo todo, parecia que minha cabeça iria explodir a qualquer momento...
Eu era careca, não podia ter cabelos, não porque eles não cresciam, pelo contrário, mas eu tinha de me manter sem eles para que minha cabeça mantivesse "mais limpa".
Conforme os anos foram passando, fui aprendendo a lidar com meu problema e a conviver com o preconceito das pessoas.
Eu recebia muitos apelidos, quer dizer, antigamente eram conhecidos como apelidos, mas hoje em dia é o famoso Bullying.
Já fui chamada de Cojaque, Aeroporto de mosquito, Serra Pelada, Careca... 
Por conta disso, me aprisionei em mim mesma, eu me afastava das pessoas, vivia isolada, independente de onde eu estivesse, eu só queria ler, qualquer coisa que eu visse em minha frente eu pegava pra ler, e passava horas em meu "mundinho", lendo gibis, jornais, livros, as vezes coisas que nem tinham importância de ler, eu lia e relia várias vezes, só pra não ter de encarar as pessoas ao meu redor, rindo de mim e me "apelidando"...
Passei por esta situação até os meus 14 anos de idade, mas muitas coisas aconteceram até lá...

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Olá, boa tarde a todos, conheçam um pouco de minha história...

PARTE 1 - NASCIMENTO

Nasci aos 25/05/1977 em Carapicuíba, e fiquei por seis meses hospitalizada com broncopneumonia. Neste período fui desenganada pelos médicos algumas vezes, e no limite da minha vida, minha mãe conta que o médico mandou chamar o padre para que eu não partisse sendo ainda "pagã".
Assim foi feito, o padre e toda família foram chamados para orar pelo meu período de vida aqui na terra e me abençoar para que o Pai (DEUS), me recebesse em seus braços...
Minha avó (já falecida a pouco mais de um ano), muito devota de nosso Senhor Jesus juntamente com a Aparecida, fez uma promessa para que Deus me curasse, e Deus me curou...
No dia seguinte, enquanto todos esperavam pela informação de meu último suspiro, inesperadamente eu estava tendo alta hospitalar...
Para a Glória de Deus, aqueles que creram no milagre receberam minha vida como sendo parte dele.
Fui para casa, embora curada, descobriu-se mais tarde outros problemas de saúde, tive uma grave infecção hospitalar que quase me deixou surda e que fazia com que minha cabeça minava água, uma água com cheiro de podre, que me impedia de manter os cabelos limpos, tendo de mante-lo sempre cortado (careca)...
Como Deus já tinha um plano para minha vida, outro milagre, a surdez que os médicos disseram que eu teria devido a infecção, foi curada instantaneamente, porém eu fui crescendo e comecei a me conhecer, conhecer minha vida, a minha história...

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Queridos amigos, depois de algum tempo e alguns pedidos, estou iniciando mais um espaço para compartilhar com vocês meus pensamentos... 
Espero que nesta caminhada possamos nos encontrar com a mesma alegria que em todos os outros meios de comunicação em que vocês estão sempre presentes de alguma maneira e mesmo que distantes...
Sejam todos bem vindos!!